Resenha: “Scream”, o seriado da Netflix baseado no filme “Pânico”

adam mitch resenha scream tv 1
Reprodução

A Netflix anda arrasando nas produções independentes. “Orange is the New Black”, “Sense8”, “Narcos”… A nova aposta da gigante on demand é a série “Scream”, baseada no filme “Pânico”, clássico do terror.

Na real, “Scream” foi produzida originalmente pela MTV americana e a Netflix apenas comprou os direitos, ou seja, podemos esperar um seriado jovem, cheio de referencias à cultura pop e com muito homem gato, do jeito que a emissora gosta.

A história

A formula “serial killer está solto por aí” aparece forte. O doido da máscara branca (que veio redesenhada para parecer mais medonha e menos cômica) volta a assombrar um grupo de jovens que, de alguma maneira, estão ligados com o passado sombrio dele. De mistério em mistério, os sobreviventes tentam juntar o quebra-cabeça e descobrir quem está por trás dos crimes.

Meio clichê? Pois é! Ao contrário de “Scream Queens”, outro seriado que estreou recentemente com a mesma proposta, “Scream” deixa a sátira e a comédia trash de lado. Eles focam inteiramente a atenção de quem assiste no enigma “quem está matando todo mundo?”.

MTV
MTV

E isso fica um pouco cansativo de vez em quando. O serial killer parece que tem poderes paranormais algumas horas, sumindo das cenas do crime magicamente, porém já foi dito que ele é humano. Isso dá a impressão de que é impossível achar o verdadeiro culpado.

Porém, a vontade de descobrir o mistério nos dá força para continuar assistindo e, mesmo não sendo o seriado mais legal que já vi na vida, ele prende atenção, principalmente nas partes mais tensas ou em que um grande segredo é revelado. A curiosidade matou o gato, né?

Terror

A vibe de terror é bem fraca para falar a verdade. Nem os momentos épicos de sustos e surpresas que fizeram o filme famoso aparecem muitas vezes. O gênero de suspense parece mais apropriado.

Reprodução
Reprodução

Amadeus Serafini

Como muitas produções voltadas ao público adolescente, “Scream” aposta numa pancada de homens gatos. Tom Maden, Connor Weil, Bobby Campo, John Carna… mas quem chama mais atenção é o ator americano Amadeus Serafini (olha esse nome, cara! Exótico, né? Amei!).

Ele nunca teve nenhum papel significativo na carreira, sendo “Scream” a maior produção que já fez parte, mas, oh la la, que boy magia. Vou ficar de olho nele nas redes sociais!

Conclusão

O terror morno é perfeito para o pessoal que não gosta de tomar susto, mas curte uma história misteriosa. “Scream” é o típico seriado passa tempo: não te faz pensar muito e entretêm por algumas horas.

Nota final para "Scream"
  • Trama e Roteiro
    6
  • Personagens
    5
  • Nível de Vício
    8
The Good

Homens gatos

Prende atenção

A temporada inteira já está disponível

The Bad

Terror morno

Fórmula clichê

6.310