Exclusivo! Conheça Juliana Ramos, vocal super gata da banda Severe

Reprodução
Reprodução

Curte música boa? Então a pedida para esta semana é a banda Severe, que acabou de lançar o clipe incrível de “Nero”. O primeiro single do grupo traz um clima Deusa do deserto com uma trila sonora muito Rock n Roll.

Consegui bater um papo com a vocalista Juliana Ramos sobre a novidade (toda banda underground saber que o primeiro clipe é sempre um marco). Falamos também sobre o início da carreira e o que não pode faltar no camarim deles, ou seja, todos os segredos que uma groupie se mataria para saber.

Depois de ler nossa entrevista, não esqueça de mostrar seu apoio nas redes sociais. Ajude a cena musical brasileira!

ADAM: Nos conte um pouco mais sobre a história da banda? Quais foram as principais dificuldades no início?
JULIANA RAMOS: Tudo começou quando Pedro, guitarrista da Severe, fez uma viagem e voltou com a ideia de fazer uma banda que tivesse um contraste de um instrumental pesado com uma voz suave e melódica. Pedro já sabia que queria Vinicius como baterista e Luiz como baixista da banda. Todos eles já me conheciam como vocalista de outras bandas que fiz parte e acharam que eu seria uma boa opção pra esse projeto. A gente fez uma primeira reunião e tudo começou a partir daí. Como era uma ideia muito nova pra tudo mundo, e ninguém tinha experiência com algum projeto que se aproximasse a isso, nos tivemos uma dificuldade inicial pra conseguir encontrar o som ideal para a Severe (que até então não se chamava Severe. Passamos dois anos sem conseguir decidir o nome da banda). Fizemos várias músicas no começo que foram jogadas fora, porque ainda não eram exatamente o que a gente estava querendo fazer. “Nero” foi a primeira música que a gente fez e no final pensamos: “É isso!”.

A: Vocês lançaram o primeiro clipe da banda, chamado “Nero”. Como foi o backstage? Corrido ou fluiu legal?
JR: O roteiro do clipe de “Nero” foi algo que fluiu muito bem, pois eu já tinha uma boa ideia do que eu queria fazer desde o início. A parte complicada mesmo foi executar, ainda mais por conta da disponibilidade de horário de todos e, principalmente, a falta de dinheiro. A produção de “Nero” foi completamente independente e muita coisa teve que ser adaptada para estar de acordo com a verba que tínhamos disponível naquele momento, enquanto outras só puderam ser realizadas graças a ajuda de vários amigos que deram a maior força pra gente. Foram dois dias de gravação numa correria guiada por uma grande força de vontade, mas que no final valeram a pena!

A: Tem alguma história curiosa sobre o dia da gravação?
JR: Acho que o mais curioso pra mim foi que, pela primeira vez, dirigi um clipe em que eu atuei. Não foi tão fácil quanto eu pensei que seria! Não sou atriz mas tive que manter a pose e encarar um vento que me fez comer uns 100 fios de cabelo naquele dia. Fora ter que mergulhar no final do clipe em uma água super gelada que me deixou batendo queixo por muito tempo durante e depois da cena. Ainda bem que eu estava de costas e ninguém viu!

A: Como vocês veem a banda daqui a cinco anos?
JR: Acho que o que todas as bandas querem é o reconhecimento, a admiração das pessoas por estarmos fazendo um bom trabalho. Tendo isso, todo o resto vem como consequência. Eu particularmente espero que dentro de cinco anos a Severe possa alcançar muito mais pessoas e despertar esse sentimento delas.

A: Como funciona o processo de criar músicas novas na banda?
JR: Normalmente, o Pedro ou o Vinicius chegam com alguma ideia inicial de instrumental e sentamos todos juntos para desenvolver essa ideia. Uma vez que o instrumental está fechado, levo a música pra casa e faço a letra torcendo para que todos aprovem no final.

A: De onde vem a inspiração?
JR: Em relação a parte instrumental vem muito de bandas que ouvimos como referência, como Deftones, Tool, Karnivool, A Perfect Circle, Thrice, Fighstar e outras que somos viciados. Quanto a letra, tento sempre deixa-las muito pessoais, lembrando de alguma situação ou história que eu passei que servem como gatilho pra me fazer escrever. Fora isso, ver e ouvir trabalhos de outras bandas também independentes sempre inspiram a gente a querer fazer mais e tentar melhorar sempre.

A: Qual comida ou bebida que não pode faltar no camarim de vocês?
JR: Se a gente pudesse escolher, com certeza seria cerveja! Hahaha

A: Vocês tem um ritual antes de subir ao palco?
JR: Acho que não seria exatamente um ritual, mas sempre tentamos conversar um pouco antes pra definir o que podemos fazer pra tirar o melhor som possível do lugar que estamos tocando. Porém no final dos nossos shows, sempre nos abraçamos e conversamos sobre o show, com o pensamento de que temos sempre que buscar ser melhores do que acabamos de ser.

A: Onde as pessoas podem encontrar o trabalho de vocês?
JR: Todas as nossas músicas, vídeos e fotos estão no nosso site. E pra quem quiser acompanhar em tempo real o que está acontecendo com a banda, é só entrar na nossa página do Facebook.